Mais uma vez, acho muito relevante indicar a data do artigo — as coisas andam mudando muito rapidamente! Escrevo no dia 02/05, o primeiro domingo de maio, com o Brasil com 15% da população vacinada, mas com uma média diária de mortes acima dos 2.000 casos — logo, tendências variadas para os próximos dias.


Acredito que esta incerteza depois de mais de um ano de pandemia — algumas notícias animadoras, em países que após a vacinação massiva tem a vida praticamente normalizada — Israel, Emirados Árabes, Qatar e mesmo algumas regiões dos Estados Unidos — e até o Reino Unido, que estava em uma situação desesperadora algum tempo atrás.


E o que as imagens do retorno à vida normal nestes países trazem em comum? A abertura dos restaurantes, bares, cafés, pubs etc.! Fica clara a relevância do setor no dia a dia das pessoas, e na felicidade de se encontrar com amigos para comer e beber juntos — atividade que o ser humano faz a milhares de anos!


E por aqui? Parece haver um consenso entre os governantes de todos os níveis que não dá mais para usar o distanciamento social de maneira irrestrita — estamos na quarta tentativa de abertura gradual do Food Services nos estados do sudeste, que parece ser definitivo.


Mas qual será o Food Services que a indústria láctea vai encontrar? Algumas dicas:


  • A produção industrial seguiu estável, logo os restaurantes em unidades industriais têm performado como historicamente;

  • Já os restaurantes próximos a grandes concentrações de escritórios, ou fecharam, ou operam com volumes muito menores — aqui o estrago causado pelo home office foi definitivo;
     
  • Na área dos shopping centers:

Nos shoppings dependentes de escritórios na vizinhança, grande dificuldade em função também do home office; Já nos shoppings de compras propriamente, como outlets, grandes magazines, entretenimento etc., a recuperação parece animadora;


  • Dark kitchens: com a consolidação do delivery como grande opção de consumo em casa, este mecanismo ficou relevante — é como se um novo canal inteiro tivesse se formado, e é preciso muita atenção — são estabelecimentos pequenos, mas com bons volumes, que demandam alta frequência de entrega e atendimento eletrônico.


Logo, apesar de em média o setor de Food Services ter “encolhido” cerca de 30% sobre o período pré- pandemia, com grande quebradeira e dificuldades, o retorno parece irreversível, com recuperação dos volumes paulatinamente.


Vamos conferir a evolução, bem como ver quais as indústrias que se prepararam para esta nova fase! (Milkpoint – Artigo de Roberto Denuzzo - Diretor da RDC Consultoria)

 

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